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DEPOIMENTOS

João Roberto Teixeira Leite, O Globo, Rio de Janeiro, 20.10.1967, pág.7:
“Trata-se de uma artista de valor, que não encara o tapete em sua função meramente decorativa, mas em seu valor expressivo”.

Heitor Humberto de Andrade, 1980. Convite da exposição, Parnaso Galeria de Arte, Brasília:
“Desta artista muito se tem a esperar. Com essa explosão atual, fatalmente, ela voltará aos tapetes e outras formas de expressão que sua vigorosa personalidade impõe”.

Armindo Trevisan, 1973. Convite da exposição Tapeçarias – Universidade Federal de Santa-Maria-RS, no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro:
“Adelina voa na atmosfera. Tudo é matiz, maturidade crepuscular, dádiva de pastéis verdes-musgos, cinzas, nos quais as figuras florais adquirem a insolência de coisas que nada pedem, e acabam por intimar uma adesão. Uma artista cuja segurança habita na própria timidez”.

Mário Caron, Diretor da Área Industrial do D.I.N., 1984, Brasília:
“A artista ousou captar nos seus tecimentos, unção, lirismo, grandiosidade e harmonia, conduzindo ao quase êxtase o clima de entorpecimentos nos seus momentos sublimes de contemplação”.

José Santiago Naud. Correio Brasiliense, 7.12.86, Coluna Katucha:
“Foi sempre admirável a sua inquietação, atenta às situações ou momentos mágicos fixados por tecidos ou pigmentos. Ela trata de criar o seu próprio espaço indiferente a estilos ou modas.Em dimensão moderna, contudo, a artista toma a ousadia de ser diferente.”

Dioclécio Luz – Brasília.
“Adelina é para ser vista e percorrida – as muitas que ela é”.

João Quáglia Carbogine:
“Estou com um pequeno grupo diante dos tapetes de Adelina. Olho, e, aos poucos, vai-me tomando assim como um estado outonal, que é aquele em que, não sendo inverno, verão ainda não é; o tempo em que o verde, sem perder o verde, se avermelha: matizes de delicadas cores – terra, por vezes ocre, rosas, lilases, abruptamente ”flor vermelha em campo verde“. A originalidade no abordar a tela, na composição, nas formas geométricas contraponteando a irregularidade das ”folhas“, como que tangidas pelo vento: flores, amendoeiras, copos de leite, girassóis. Tempo de outono, de entardecer em cor-queimada”.

Sonia Montagner, 2002 – Catálogo da retrospectiva Adelina, 50 anos de lãs, tintas e pincéis. Mezanino do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília:
“De uma leveza sutil, finamente espatulada, a encáustica de Adelina ressalta uma fatura e transparência muito especial. É qualquer coisa de intrigante, entre o complexo e o supostamente simples, meio mágica na sua ancestralidade bastante atual. Irrequietas espatuladas, densas ou tenras, de efeitos translúcidos, dançantes, embriagam o imaginário que repovoa a memória de cenas, ora onírica e lúdica, ora mística, como góticos vitrais perpassados de luz mutante”.

 
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